Notícias de Domingo

Sugestões 21 de Janeiro

Sugestões de leitura online

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A estação de Lisboa do TGV poderia ser no Pinhal Novo

Proposta de iluminação sustentável para a cidade de São Mamede de Infesta

Já publicado no separador estudos/projectos.

The Territorial Effects of High-Speed Rail

Já editado no separador de Estudos/projectos.

Câmara do Porto admite criar PP para o Bairro do Aleixo

A transformação dos terrenos do Bairro do Aleixo numa urbanização de luxo que, tal como está prevista, requer uma alteração ao Plano Director Municipal (PDM) causa alguma estranheza ao vereador do PS Manuel Correia Fernandes. O PS, garante o líder da oposição socialista, vai votar contra o contrato de constituição do Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII) que o presidente Rui Rio vai levar à próxima reunião de câmara e que abre a porta à demolição do bairro.

A Gesfimo, que terá uma posição maioritária no FEII, quer construir nos terrenos do Aleixo “um empreendimento predominantemente residencial de elevada qualidade”. Para já, ainda não há projecto, mas as intenções da empresa do Grupo Espírito Santo são muito claras, no estudo de avaliação dos terrenos do bairro, realizado em Abril.

Nesse documento, pode ler-se que a empresa quer constituir “cinco lotes para a construção de edifícios de oito pisos”, com áreas “folgadas”, para disponibilizar “logradouro privado de uso comum aos condóminos”. Nestes condomínios fechados, com uma média de “2,5 lugares [de garagem] por fogo”, as tipologias predominantes serão os T3 e T4, com um preço médio de, respectivamente, 450 mil e 582 mil euros. Só que, para que isto seja possível, lê-se no mesmo documento, “considera-se que a câmara alterará (por meio de um Plano de Pormenor) o uso da parcela de equipamento [escola] para habitacional”. E é este aspecto que Correia Fernandes considera “estranho”.

O arquitecto começa por ressalvar que, “não havendo projectos, não está garantido que o referido plano de pormenor seja aprovado”, para logo acrescentar: “Não há nenhum plano de pormenor que não contemple uma área vasta. Que tipo de organização é que se pretende dar àquela zona? Tudo isto é um bocado estranho”.

Em causa, está a parcela de terreno onde se encontra implementada a escola primária e que está classificada como “área de equipamento existente”, o que, à luz da lei, apenas permite “obras de reconstrução e de ampliação, essenciais à viabilidade do equipamento, desde que salvaguardando a sua adequada inserção urbana”. O vereador da CDU, Rui Sá, remete para segunda-feira a posição dos comunistas sobre esta questão.

“A seu tempo se verá”

Contactada pelo PÚBLICO, fonte da Câmara do Porto frisa que “a solução para o Bairro do Aleixo que será votada no próximo executivo [sic] não obriga a nenhuma alteração do PDM”. Florbela Guedes, do gabinete de comunicação da autarquia, frisa que essa solução – o contrato para a constituição do FEII e a promessa de celebrar um contrato de permuta de imóveis – “poderá ser totalmente implementada com o actual PDM tal como está”.

A mesma fonte não nega, contudo, a realização de um plano de pormenor que seja adequado aos desejos da Gesfimo. “A Gesfimo poderá vir a solicitar que a parcela onde esteve a escola possa ter um uso mais abrangente do que “área de equipamento”. É uma matéria que a seu tempo se verá, já que não tem particular relevância para a viabilização de toda a operação. Irá depender, fundamentalmente, do interesse municipal em face do projecto global que a Gesfimo venha a apresentar para toda aquela vasta área”.

Seminário “Gestão Urbana de Uma Cidade Património Mundial”

4 de Dezembro de 2009

8h30 – Recepção aos Participantes

9h00 – Sessão de Abertura
• Arlindo Cunha (Presidente do Conselho de Administração da Porto Vivo, SRU)

9h15 – Gestão Urbana de Uma Cidade Património Mundial
• “A Reabilitação do Centro Histórico e da Baixa Portuense: Diagnóstico da Situação e Perspectivas de Futuro”, Ana Paula Delgado (Porto Vivo, SRU)
• “Parcerias para a Regeneração Urbana: o Caso do Morro da Sé”, Paulo Valença (Gabinete de Operações Especiais – Porto Vivo, SRU)
• “Mobilidade e Sustentabilidade em Reabilitação: o Eixo Mouzinho / Flores”, Álvaro Costa (TRENMO – Engenharia S.A.)
• “Plano de Gestão do Centro Histórico do Porto”, Rui Loza (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e Porto Vivo, SRU)
• “Gestão Urbanística e Património: Uma Experiência”, Lino Ferreira (ex-Vereador do Urbanismo e Mobilidade da Câmara Municipal do Porto)

11h15 – Pausa para café

11h30 – Gestão Urbana de Uma Cidade Património Mundial
• “Mobilidade e Sustentabilidade em Reabilitação: a Cidade Subterrânea”, Rui Loza (Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana e Porto Vivo, SRU)
• “O Papel da Gestão de Área Urbana no Sucesso das Operações Integradas de Reabilitação”, Bráz Pereira (Unidade de Gestão de Área Urbana – Porto Vivo, SRU)
• “Monitorizar o Plano de Gestão do Centro Histórico: o Caso do Porto Património Mundial”, Giulia La Face (Plano Gestão – Porto Vivo, SRU)
• “O papel das Indústrias Criativas na Reabilitação Urbana”, Carlos Martins (OPIUM) e Michael DaCosta Babb (ADDICT- Creative Industries)

13h00 – Almoço Livre

14h30 – Reabilitar Centros Históricos: Algumas Experiências

O Centro Histórico de Ávila
• “Áreas de Rehabilitación Integral en el Conjunto Histórico de Ávila”, L. Alberto Plaza Martín (Teniente de Alcalde de Urbanismo, Patrimonio y Medio Ambiente, Ávila )
• “Gestión Global de la Ciudad Declarada y los Problemas de la Buffer Zone”, Rosa Ruiz Entrecanales (Arqueóloga Municipal, Ávila )

A Iniciativa JESSICA
• ”Brasov between Industry and History” (Cidade de Brasov, Roménia)
• ”Double Regeneration Project in Athens” (Cidade de Atenas, Grécia)
• “Old Gasworks Project” (Cidade de Poznan, Polónia)
• “PIUSS Procedure” (Região da Toscânia, Itália)

17h00 – Pausa para café

17h15 – Sessão de Encerramento
• Alfredo Marques (Coordenador da Iniciativa JESSICA- Portugal)
• Elísio Summavielle (Secretário de Estado da Cultura)
• Rui Rio (Presidente da Câmara Municipal do Porto)

5 de Dezembro de 2009

15h00m – Visita ao Centro Histórico do Porto Património Mundial
Local de encontro: Mosteiro e Igreja da Serra do Pilar

Percurso:

• Mosteiro e Igreja da Serra do Pilar;
• Visita à Residência de Estudantes (Morro da Sé);
• Visita à Unidade de Alojamento Turístico (Morro da Sé);
• Visita ao Lar da 3ª Idade (Morro da Sé);
• Visita ao Mercado Ferreira Borges – Hard Club;
• Visita ao Palácio das Artes

Gonçalo Couceiro é o novo director do Igespar

Gonçalo Couceiro substitui na direcção do Igespar Elísio Summavielle, que assume no actual Governo as funções de Secretário de Estado da Cultura.

Gonçalo Couceiro estava na Direcção Regional da Cultura do Algarve desde 7 de Julho de 2005 e antes tinha ocupado o cargo de consultor na Presidência da República para os Assuntos Culturais, durante o mandato de Jorge Sampaio. Foi ainda assessor sénior de Intervenção Urbana na Lisboa 94 – Capital Europeia da Cultura.

Para a Direcção Regional da Cultura do Algarve, o Ministério da Cultura nomeou Dália Paulo, que desde 2002 dirigia a divisão de Museus da Câmara Municipal de Faro.

Ao PÚBLICO, Gonçalo Couceiro afirmou que a futura direcção do Igespar vai assentar “num trabalho de continuidade apoiado nas regras da nova lei do Património”.

Estudo diz que investir para proteger a Natureza é altamente rentável

Mais de mil milhões de pessoas dependem, directamente, dos recifes de coral, das florestas e dos mangais para a sua sobrevivência. E se os líderes políticos não tomarem, rapidamente, medidas radicais para travar a destruição destes recursos, tornar-se-ão inevitáveis conflitos, fomes e refugiados climáticos, alerta o estudo.

“Reconhecer e pôr um preço nos serviços prestados pela natureza à sociedade deve ser uma prioridade para os responsáveis políticos”, explicou Pavan Sukhdev, principal autor do estudo “A economia dos sistemas ecológicos e da biodiversidade”.

Investir cerca de 45 mil milhões de dólares (30 mil milhões de euros) por ano no desenvolvimento de áreas protegidas terrestres e marinhas permitirá garantir benefícios na ordem dos quatro a cinco mil milhões de dólares (2,6 e 3,3 mil milhões de euros) por ano, durante várias décadas, estima o economista.

No ano passado, a plantação de doze mil hectares de mangais no Sul do Vietname custou cerca de um milhão de dólares (669 milhões de euros) mas permitirá evitar despesas com a construção de diques na ordem dos sete milhões de dólares por ano (4,6 milhões de euros).

“Numa altura em que as alterações climáticas são um desafio global com repercussões locais, a biodiversidade é um conjunto de desafios locais”, comentou Pavan Sukhdev, salientando que o exemplo dos mangais no Vietname poderá ser multiplicado por todo o mundo.

A menos de um mês da cimeira da ONU sobre o clima, em Copenhaga, a protecção das florestas tropicais surge como uma questão crucial. “A desflorestação representa 20 por cento das emissões de gases com efeito estufa”, lembrou o economista.

Mas as florestas constituem também o mais importante dispositivo para atenuar as alterações climáticas porque capturam 15 por cento das emissões totais de dióxido de carbono”, notou.

Durante a cimeira do G8 alargado aos grandes países emergentes, os maiores poluidores do planeta reconheceram que a Terra não deverá sofrer um aumento da temperatura superior a dois graus, reconhecendo os receios da comunidade científica. No entanto, para alguns ecossistemas poderá ser já demasiado tarde. Assim, os recifes de coral, dos quais dependem cerca de 500 milhões de pessoas no planeta, já estão numa curva descendente com um aumento da temperatura de cerca de um grau em relação à era pré-industrial.

“As soluções para as alterações climáticas encontram-se nos recursos naturais. Podemos utilizar a recuperação dos ecossistemas para a adaptação (às mudanças) e devemos utilizar os ecossistemas – as florestas, os oceanos – como principal ferramenta de redução” das emissões de gases com efeito de estufa, estimou.

O estudo, apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), foi lançado pela Comissão Europeia em 2007 e terá a sua versão final apresentada em Outubro de 2010. Numa primeira fase, apresentada em Maio de 2008, Pavan Sukhdev estimou que a erosão da biodiversidade representa um custo estimado entre 1350 e 3100 milhões de euros por ano.

Alstom desafia empresas portuguesas a criar rede de fornecedores para industria ferroviária

Lisboa, 12 Nov (Lusa) – “A fabricante de material ferroviário Alstom desafia hoje um grupo de empresas portuguesas a criar uma rede de fornecedores nacionais para a indústria ferroviária, que terá como objectivo aproximar o sector à alta velocidade ferroviária (TGV).

O desafio será lançado durante um workshop, organizado pela Alstom Portugal, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que decorre hoje em Lisboa.

A iniciativa, que conta com o apoio da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), vai reunir cerca de 50 empresas e instituições, como a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) e a EFACEC, segundo um comunicado da Alstom Portugal.”

Estudo sobre a nova linha de Leixões

Publicado o estudo sobre a nova linha de Leixões e possíveis interfaces no Hospital de São João e ISCAP no separador de estudos e projectos.

45º Congresso da ISOCARP

Entre 18 e 22 de Outubro de 2009, realiza-se na FEUP o 45º Congresso da ISOCARP – International Society of City and Regional Planners, evento organizado pela Divisão de Planeamento/FEUP, com a coordenação do Prof. Paulo Pinho.

Tendo como tema principal – “Low Carbon Cities”, o objectivo deste congresso é promover práticas inovadoras de planeamento e cooperação internacional ao nível da satisfação dos requisitos para a sustentabilidade das cidades.

Veja aqui a programação do evento.

Para efectuar inscrição e submissão de artigos, consulte o site do 45th ISOCARP International Congress.

Apontadores:

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As indústrias criativas

As indústrias criativas ocupam, cada vez mais, um lugar de destaque no crescimento económico de qualquer cidade ou nação. Servem de exemplo cidades como Sheffield, Amesterdão e Barcelona.

De facto, o Reino Unido, que antes de 1997 apresentava números marginais para a participação destas indústrias no produto do país, colocou-as agora num lugar de prioridade política de primeira ordem.

E pode-se dizer que não é caso para menos. As actividades ligadas ao cinema, música, publicidade ou design, para citar algumas, competem hoje em pé de igualdade com os sectores económicos mais tradicionais. Para o provar, temos os números do caso britânico – 7,3% do PIB tem origem nas actividades ligadas ao sector, que emprega 1,8 milhões de pessoas.

Provado isto, temos ainda que, como noutros factores de desenvolvimento económico, as indústrias criativas geram um ciclo vicioso (ou virtuoso), visto que as cidades criativas são sinónimo de talento, pelo que têm capacidade para atrair investimento que, por sua vez, acelerará a criação de riqueza da região. O exemplo de Barcelona é paradigmático. Com a implementação de políticas públicas e do florescimento de escolas ou centros de excelência na área do design, a cidade conseguiu atrair para a Catalunha empresas e algumas marcas de peso na economia europeia, como são a Renault e a Seat. O Centro de Design de Barcelona está agora a assinalar os seus 35 anos, e a efeméride pode muito bem ser entendida como um marco do hub criativo criado na cidade catalã. Afinal, o centro tem sido, ao longo dos anos, um dos eixos do design enquanto elemento estratégico para a excelência da actividade empresarial da região.

No caso da cidade do Porto, a mesma ideia foi discutida a propósito da apresentação do estudo Desenvolvimento de um Cluster de Indústrias Criativas na Região Norte, impulsionado pela CCDR-N e coordenado pelo especialista britânico Tom Fleming. O documento sustenta que a região do Porto reúne condições para se tornar no pólo criativo de referência em Portugal. A existência de um conjunto de estabelecimentos de ensino com capacidade para criarem talentos criativos e a existência de infra-estruturas são alguns exemplos que ilustram o potencial daquela região. Com a economia criativa a representar, neste momento, um volume de negócios de 646 mil milhões de euros na EU, a solução apontada passa por aproximar o Porto de um novo modelo económico assente na criatividade. É defendida assim a criação de uma agência que sirva de pólo de articulação entre os agentes públicos e privados ligados às indústrias criativas da cidade. “A criação de benefícios fiscais ao investimento nas indústrias culturais, a criação de um fundo regional de investimento que combine empréstimo, capital de risco e project finance, para que seja possível alavancar negócios criativos que necessitam de ganhar escala” são outras das medidas apontadas para aproximar o Porto das cidades europeias onde a excelência criativa é já, actualmente, entendida como o grande paradigma do desenvolvimento económico. E será neste sentido que a palavra reabilitação surge como palavra-chave na região norte, porque as indústrias criativas têm sido o ponto mais avançado da revitalização urbana em muitas cidades degradadas, principalmente da Europa do Norte, com o Reino Unido no centro destas experiências. O Porto vive actualmente uma conjuntura especialmente propícia à experimentação e à aplicação prática de algumas medidas tendentes a empreender novos caminhos. O programa de revitalização da Baixa e da zona Património Mundial actualmente em curso, nomeadamente através da acção da Porto Vivo – SRU poderá ser um ponto de partida na implementação destas ideias na cidade. O movimento de regresso das pessoas ao centro urbano, como todas as noites se pode verificar no movimento nas ruas em volta da Avenida dos Aliados (Cândido dos Reis, Galeria de Paris, esplanada do Café Piolho). Diz-se que no centro do Porto há muitas zonas que à noite não têm ninguém. Hoje acontece precisamente o inverso, havendo zonas que estão desertas durante o dia, mas cheias à noite. Inverteu-se o fenómeno. Há agora que reequilibrá-lo, fazendo-o perdurar ao longo das vinte e quatro horas do dia. As indústrias criativas têm sido o ponto estratégico para a revitalização urbana, um pouco por toda a Europa. A diversidade de núcleos de actividades criativas, entre os espaços comerciais, culturais e de lazer nocturnos, mas também estabelecimentos de ensino artístico e organizações culturais poderão ser as chaves para o sucesso da cidade do Porto.

s indústrias criativas ocupam, cada vez mais, um lugar de destaque no crescimento económico de qualquer cidade ou nação. Servem de exemplo cidades como Sheffield, Amesterdão e Barcelona.
De facto, o Reino Unido, que antes de 1997 apresentava números marginais para a participação destas indústrias no produto do país, colocou-as agora num lugar de prioridade política de primeira ordem.
E pode-se dizer que não é caso para menos. As actividades ligadas ao cinema, música, publicidade ou design, para citar algumas, competem hoje em pé de igualdade com os sectores económicos mais tradicionais. Para o provar, temos os números do caso britânico – 7,3% do PIB tem origem nas actividades ligadas ao sector, que emprega 1,8 milhões de pessoas.
Provado isto, temos ainda que, como noutros factores de desenvolvimento económico, as indústrias criativas geram um ciclo vicioso (ou virtuoso), visto que as cidades criativas são sinónimo de talento, pelo que têm capacidade para atrair investimento que, por sua vez, acelerará a criação de riqueza da região. O exemplo de Barcelona é paradigmático. Com a implementação de políticas públicas e do florescimento de escolas ou centros de excelência na área do design, a cidade conseguiu atrair para a Catalunha empresas e algumas marcas de peso na economia europeia, como são a Renault e a Seat. O Centro de Design de Barcelona está agora a assinalar os seus 35 anos, e a efeméride pode muito bem ser entendida como um marco do hub criativo criado na cidade catalã. Afinal, o centro tem sido, ao longo dos anos, um dos eixos do design enquanto elemento estratégico para a excelência da actividade empresarial da região.
No caso da cidade do Porto, a mesma ideia foi discutida a propósito da apresentação do estudo Desenvolvimento de um Cluster de Indústrias Criativas na Região Norte, impulsionado pela CCDR-N e coordenado pelo especialista britânico Tom Fleming. O documento sustenta que a região do Porto reúne condições para se tornar no pólo criativo de referência em Portugal. A existência de um conjunto de estabelecimentos de ensino com capacidade para criarem talentos criativos e a existência de infra-estruturas são alguns exemplos que ilustram o potencial daquela região. Com a economia criativa a representar, neste momento, um volume de negócios de 646 mil milhões de euros na EU, a solução apontada passa por aproximar o Porto de um novo modelo económico assente na criatividade. É defendida assim a criação de uma agência que sirva de pólo de articulação entre os agentes públicos e privados ligados às indústrias criativas da cidade. “A criação de benefícios fiscais ao investimento nas indústrias culturais, a criação de um fundo regional de investimento que combine empréstimo, capital de risco e project finance, para que seja possível alavancar negócios criativos que necessitam de ganhar escala” são outras das medidas apontadas para aproximar o Porto das cidades europeias onde a excelência criativa é já, actualmente, entendida como o grande paradigma do desenvolvimento económico. E será neste sentido que a palavra reabilitação surge como palavra-chave na região norte, porque as indústrias criativas têm sido o ponto mais avançado da revitalização urbana em muitas cidades degradadas, principalmente da Europa do Norte, com o Reino Unido no centro destas experiências. O Porto vive actualmente uma conjuntura especialmente propícia à experimentação e à aplicação prática de algumas medidas tendentes a empreender novos caminhos. O programa de revitalização da Baixa e da zona Património Mundial actualmente em curso, nomeadamente através da acção da Porto Vivo – SRU poderá ser um ponto de partida na implementação destas ideias na cidade. O movimento de regresso das pessoas ao centro urbano, como todas as noites se pode verificar no movimento nas ruas em volta da Avenida dos Aliados (Cândido dos Reis, Galeria de Paris, esplanada do Café Piolho). Diz-se que no centro do Porto há muitas zonas que à noite não têm ninguém. Hoje acontece precisamente o inverso, havendo zonas que estão desertas durante o dia, mas cheias à noite. Inverteu-se o fenómeno. Há agora que reequilibrá-lo, fazendo-o perdurar ao longo das vinte e quatro horas do dia. As indústrias criativas têm sido o ponto estratégico para a revitalização urbana, um pouco por toda a Europa. A diversidade de núcleos de actividades criativas, entre os espaços comerciais, culturais e de lazer nocturnos, mas também estabelecimentos de ensino artístico e organizações culturais poderão ser as chaves para o sucesso da cidade do Porto.